A agência dos correios estava um tumulto só, às vésperas do encerramento para as inscrições do vestibular, Dezenas e dezenas de jovens ansiosos abarrotavam o salão dos Correios e provavelmente o mesmo ocorria pelo brasil afora. A perspectiva para aqueles estudantes, de não conseguirem realizar a sua inscrição, deveria equivaler à mesma sensação de perder um dos braços. Para Thaís parecia ser ainda pior, seria a mesma de morrer, ficar parada no tempo e ressuscitar, acordar, no outro ano durante um novo período de inscrição.
-Fora de que? fora do ar a porra! - berrava um jovem exaltado em um dos terminais. - se eu não me inscrever hoje meto um processo nessa merda de correio!
-Calma, calma. - pedia aflita a atendente do terminal. - O sistema está fora do ar temporariamente por causa do excesso de pessoas se inscrevendo. é um congestionamento. Logo volta ao normal.
- É bom que volte mesmo! - resmungou o jovem.
O desespero se generalizou no ambiente, os estudantes ficaram mais ansiosos ainda, conversavam entre si, reclamavam da má qualidade do atendimento, do calor, do mau cheiro dos que não tomaram banho, ou dos que não usaram desodorante. Reclamar era bom, fazia o tempo passar e aliviava a tensão. Hipocrisia rolando solta, natural em qualquer ambiente.
-Ô MEU DEUS! - Exclamou com muita energia a Julia, amiga de Thaís.
-Faço minhas as suas palavras amiga. Ô MEU DEUS! - Emendou thaís dando mais ênfase que Julia ao dizer ô meu deus. - Se não fizermos hoje essa inscrição estamos ferradas, ferradas!
-Hã? Que? - O tom que Julia usou mesclava distração com irônia. - Tou nem aí pra essa merda de vestibular, vou fazer por que sou obrigada pelo meu pai, essa é uma ótima desculpa pra não fazer. De qualquer forma vou ficar sem minha viagem á Portugal, por que deixei pra fazer essa inscrição no último dia, ele não deixa passar nada, ta sempre procurando um jeito de me torturar.
-Aff... Não perco meu tempo lhe falando mais nada. - desabafou Thaís. - Sempre vai ser uma cabeça de vento.
- Que seja, tou nem aí, não ligo! - Respondeu Julia despreocupada. - Falei ô meu deus por causa daquele gato ali ó.
Julia apontava para um rapaz que acabara de entrar no salão da agência. Ele olhava da porta em todas as direções para dentro do salão, parecia estar procurando por alguém. Era um rapaz de altura mediana, talvez tivesse 1,80m. Possuia uma magreza atlética, trajava uma camisa regata branca que deixava à mostra uma tatuagem tribal na parte superior do braço direito, Jeans e uma mochila nas costas. Uma corrente de prata se destacava em seu pescoço juntamente com um piercing na sombracelha esquerda e um brinco discreto na orelha direita. Era realmente muito atraente, observou Thaís, mas para não da ibope para Julia expressou o contrário:
- Nem é essas coisas toda!
- Nao é o que? não brinca Tatá. - Falou figindo uma expressão de abismada. - Pra ele eu dava casa, comida, roupa lavada e muito amor, é claro!
- Aff... Você não é capaz de pensar em nada construtivo, mente suja! - Respondeu indignada Thaís. - Eu doida de preocupação com o vestibular, com meu futuro, e você, e você... Argh! deixa pra lá, aposto que ele tem bafo!
- Aposto que vai perder a aposta, quer ver? - Julia desafiava Thaís.
- Ver? ver o que? você não vai...- Thaís não terminou, foi cortada por Julia.
-Cala a boca, ele ta vindo pra cá. - Disse Julie soltando uma risada maliciosa. - Vamus saber agora se ele tem bafo ou não.
O rapaz saiu da porta e caminhava decidido na direção das meninas, desviando-se vez ou outra de alguém que entrava no caminho. Ele ia passar direto, mas Julia Fingiu da um passo distraído para trás e esbarrou nele.
- Ô... me desculpa, eu não te vi. - Julia forjou um pedido de desculpas bem cara de pau.
- Não tem problema, Com licença.- A voz dele soou metálica, meio rouca, Talvez não fosse do tipo que conversasse muito.
Seguiu seu caminho lançando um olhar direto nos olhos de Thaís. Um olhar forte, penetrante, ela tentou sustentar a visão, mas desviou o olhar. Talvez intimidada pela expressão forte que ele tinha, ou impressionada pela clara demonstração de interesse, ou talvez ele tivesse visto uma casquinha de meleca do nariz dela se apresentando ao mundo e quisesse mostrar discretamente isso. Institivamente ela levou a mão ao nariz para verificar. Para Julia Foi um prato cheio a encarada do rapaz.
- Nossa! Ele te comeu com os olhos. Ele era meu, você num perde tempo pra furar meu olho. Se faz de santinha mas é uma tremenda duma safada, né?! - Brincou Julia segurando a barriga de tanto rir.
Não houve tempo de Thaís digerir a piada da amiga. Três estouros secos se fizeram ouvir. Boquiaberta e assustada Thaís via de onde vinham os tiros. De uma pistola que estava nas mãos daquele rapaz. Ele tinha um dos pé nas costas de um guarda, que estava desfalecido no chão. Com um olhar que não transparecia nenhuma emoção, só decisão.
- Essa porra é um assalto! Quem reagir vai pro inferno junto com esse comédia aqui! - ele bradou efetuando mais três disparos para garantir a execução.
O pânico se formou e os que estavam próximos à saída tentaram correr, em vão. Dois homens armados atiraram para o teto para intimidar. Um quarto homem empunhou a arma que estava na cintura e caminhou na direção do rapaz que havia matado o guarda, lhe segredou algo, trocaram algumas poucas palavras e então se encaminhou aos caixas, sempre apontando a arma em todas as direções. Ainda com um dos pés nas costas do guarda morto, o rapaz grita:
- É o seguinte, quero todos sentados e encolhidos aí no chão e com as mãos erguidas. Aquele que atravessar, me desobedecer e abaixar pelo menos um dedo, nem que seja pra coçar o nariz, eu estouro a cabeça do infeliz ou da infeliz. - Todos obedecem sem hesitar, em segundos dezenas de pessoas estão sentadas e encolhidas e com as mãos erguidas. Se dirigindo á um homem que provavelmente seria o gerente o jovem prossegue. - E você seu comédia, tenho só dois minutos, então, agiliza meu lado aí, cata todos os malotes e o dinheiro dos caixas, se passar um segundo desse tempo vou fazer uma chacina, começando por você. Agora são só 90s.
Muito mais rápido do que era preciso, o gerente entrou em uma sala e voltou carregado de malotes, os atendentes dos terminais haviam posto o dinheiro dos caixas em outros malotes. O assaltantes saem à toda ao comando do rapaz que matara o guarda. Thaís estava sentada, em estado de choque, horrizada ela lhe lança olhar de esguelha. O rapaz ao chegar à porta percebe o olhar e para. O coração de Thaís ficou descompassado, achou que iria morrer naquele momento por ter olhado para ele. O jovem a olhou, olhou ao redor, com um sorriso no rosto ele lhe lança uma piscadela e um beijo, vira as costas e sai.
Muito mais rápido do que era preciso, o gerente entrou em uma sala e voltou carregado de malotes, os atendentes dos terminais haviam posto o dinheiro dos caixas em outros malotes. O assaltantes saem à toda ao comando do rapaz que matara o guarda. Thaís estava sentada, em estado de choque, horrizada ela lhe lança olhar de esguelha. O rapaz ao chegar à porta percebe o olhar e para. O coração de Thaís ficou descompassado, achou que iria morrer naquele momento por ter olhado para ele. O jovem a olhou, olhou ao redor, com um sorriso no rosto ele lhe lança uma piscadela e um beijo, vira as costas e sai.
"Pelo menos não tinha bafo." pensou julia.
Continua...
Seu texto é muito legal, fiquei curiosa para conhecer o resto. Parabéns.
ResponderExcluirOpa! Gostei da história....
ResponderExcluirEspero os próximos posts pra ler...
Tú ta na minha lista de blogs hehehhe
Abraço
Tu tbm parceiro. e eu aguardo outros posts do seu blog, muito interessante o seu trabalho.
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