Quem sou eu

Sou um cara que ama a vida e tudo que ela tem a oferecer. Praticante de esportes de aventura, apaixonado por todo tipo de esporte que trabalhe a mente e o corpo de forma una e eletrizante. Degustem á vontade!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nostalgia

" Aquela cidade, a minha cidade, tinha um algo a mais. Não vou saber lhe dizer o que é, mas sei que tem. Os grandes centros comerciais, industrais, as grandes capitais, regiões metropolitanas, nada disso me atraia. Elas não tinham aquele algo a mais que só a minha cidade tem. Talvez seja o rio que corta a cidade ao meio, você precisa ver, ele corta a cidade ao meio, serpentea por entre os vales, viaja por um bom pedaço de semi-árido, e desagua no Velho Chico, rio aventureiro esse, o da minha cidade. Pode ser também a tranquilidade que só as cidades interioranas possuem, mas a tranquilidade da minha cidade é muito mais agradável, num é aquela tranquilidade que se resume em monotonia, lá não, lá tem energia e ao mesmo tempo é tranquila. Acho que também podem ser as praças, sabe, você quer ver alguma cara conhecida, vá às praças, a impressão que dava é que eu conhecia, pelo menos de vista, toda a população da minha cidade. Não, não, achei enfim o algo a mais. São as mulheres, ô as mulheres. Lugar estranho minha cidade, já viajei por tudo que é canto meu amigo, e nunca vi lugar para ter as mulheres mais lindas que as da minha cidade. Claro, lá também tem mulheres feias, mas a poucas que tinham eu tenho que admitir, eram metralhadas como canta um pagode aí. São de bater recordes de bilheteria se atuassem em algum filme de terror, sem querer ofende-las, pois toda mulher tem seu valor, por mais feia que seja. Eu preciso te falar das mulheres, uma em especial que conheci lá, mas antes vamos falar das mulheres em geral."
" Senhor, ta bom assim?"
" Ta, ta sim. por favor, não me interrompa enquanto eu falo."
" Ta bom senhor."
" Primeiro amor, primeiro beijo, primeira foda, primeiro chifre tomado e dado também, enfim, primeiro tudo. Escuta a experiência te falando meu rapaz, aprendemos muitas coisas interessantes com as mulheres, a começar pelos nossos " primeiro tudo". Eu assimilo bem o aprendizado de qualquer coisa que eu me proponha a aprender, por isso me ferrei tanto. Nesse círculo de relação: HOMEM x MULHER, não saber de nada vem a ser uma grande virtude. "
" E aquela em especial que o senhor falou?"
" Você é foda viu moleque, eu vou chegar lá, não me interrompa de novo."
" Foi mal."
"Foi péssimo. Mas bora lá, me lembro que já a conhecia, de vista, não se esqueça das praças aonde vemos todo mundo da cidade. Vez ou outra a via zanzando por lá com algumas amigas. Essa opnião é unânime entre todos o brasileiros, a primeira coisa que olhamos em uma mulher é bunda, ela serve de refêrencia para sabermos se vale apena ou não uma abordagem. Esse ponto, o da abordagem, é discutível, mas não vou falar disso. Vamos chama-la de minha garota, para facilitar a nossa comunicação."
" Senhor, eu..."
" Nossa senhora! Parece que não sabe ouvir, já disse, não me interrompa."
" Ta bom."
" Voltando, quase perco o fio da meada. A minha garota tinha passado em tudo, em todos os quesitos que o meu padrão de avaliação exigia, tudo que fosse físico, visível, paupável. Bela, grande, arredondada e levemente empinada, essa era sua bunda, não preciso falar que maravilha era aquela de se ver. Belas pernas, coxas grossas, bem torneadas e chamativas, dava vontade de chegar até lá e morde-la. Possuia uma comissão de frente invejável, digna de levar o carnaval carioca. a pele era clara, ela ficava meio avermelhada quando exposta ao sol. Os lábios eram carnudos, lindos. Fiquei imaginando ela me chupando, devia ser muito gostoso."
" Tou ficando de pau duro senhor..."
" Porra! não interrompa. E respeita minha garota caralho!"
" Desculpa."
" Porra de desculpa. Continuando, ela era perfeita fisicamente,agora eu precisava conhece-la, saber como era a mente dela. Você não sabe moleque, mas essas putas gostosas que tem por aí só sabem foder e mais nada, não adianta conversar com elas, você só vai ouvir merda. Ou amigo, desce mais uma aqui."
" Bem gelada."
" Porra, eu já não disse para não me interromper? E você é menor, não pode beber."
"Desculpa, mas eu..."
" Mas eu nada, cala a boca, me escuta!"
" ta bom."
" Bem, a minha garota apareceu um dia no colégio aonde eu estudava. Eu a vi de longe no pátio, conversava com um comédia amigo dela, mas que era amigo meu também. Sabe, aquela escola era a minha área, eu era muito popular, inconscientemente eu sentia que isso pesaria como saldo positivo para eu. Me senti confiante, estimulado, aquele dia eu iria conhece-la. Devo enfatizar que as lembranças de seus atributos físicos e meus devaneios acerca de uma foda bem dada com ela, me estimularam muito mais. Nunca fui um cara que acreditou no amor real, após aquele dia meus conceitos foram revistos. Veja você, eu a abordei, a conheci, e pude constatar, ela era mesmo perfeita. Seu corpo me enchia de tesão, sua mente era uma coisa boa de se penetrar, não tanto quanto a ela, óbvio. Passamos horas conversando e nem notamos o tempo passar. Eu pensava que ela era uma tarada selvagem, o que a tornava mais perfeita ainda. Ela era um brilhante em meio as pedras brutas, isso era fato. Eu a conheci mais do que o necessário aquele dia, conversarmos demais, nunca conversei tanto com uma mulher que eu ia comer. Conversamos tanto que anoiteceu e só fomos nos dar conta disso quando começou a chover. Puta merda! Esqueci de dar bote nela, fiquei nessa de conversa vai, conversa vem, perdi o meu foco. Fomos embora, mas fui com ela até um certo ponto. Eu podia ter dado o bote nela enquanto a acompanhava, mas havia perdido a coragem depois de tanta conversa, nos despedimos..."
" Ta terminando? É que eu já terminei aqui."
" Puta que pariu! Tu foi feito nas coxas foi moleque? Não me interrompa caralho!"
" Hi, já vi que não ta terminando, desculpa de novo."
" Prosseguindo. Foi o momento mais romântico de minha vida até hoje, e olha que eu não sou dessas coisas, poderia virar um livro nossa história. Nós nos despedimos, ela já havia virado as costas para seguir o caminho dela, aquilo doeu. Eu teria me matado se não tivesse feito nada, pensei que seria um merda, frouxo e babaca e muitas outras coisas ruins. As auto-ofensas me animaram, você não vai acreditar, mas o que aconteceu em seguida foi coisa de cinema. Eu tomei coragem e a chamei, ela se virou, parecia ansiosa, talvez esperasse por aquela atitude a tempos. Caia uma chuva rala, me aproximei, peguei nas mãos delas, me aproximei, ia dar o bote naquela hora. Mas não é que a sem-vergonha virou o rosto na hora que tentei beijá-la? Pois é, nunca senti minhas pernas tremerem tanto, se ela percebesse isso é que não ia me beijar mesmo. Qual mulher que quer beijar um frouxo que fica com as pernas tremendo na hora de um beijo? Mas eu me segurei, não desisti, o valor do prêmio é proporcional ao valor do risco. Insisti mais uma vez e foi só alegria. Faz muitos anos isso, já comi tantas mulheres que perdi as contas, tantas que nem lembro mais o nome de pelo menos metade delas. E mesmo assim, em todos esse anos eu nunca senti emoção nenhuma que se comparasse ao que senti nequele beijo, com exceção de alguns orgasmos que o superaram, mas foi sexo, não foi beijo, então passa. Daria o que tenho pra viver tudo de novo."
Uns momentos de silêncio.
" E então? terminou?"
" Terminei, toma!"
O engraxate pega 50 centavos, põe a caixa de engraxar nas costas e sai apressado.
" Ou amigo, desce um traçado aí daqueles."
" Pra já chefia!"

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